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Blog da Bucciarelli
 


 
 

Acordo entre índios e empresa libera canteiro de obras de Belo Monte

O grupo de indígenas que ocupava o acesso a um dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, próximo ao município de Altamira, no Pará, entrou em acordo com a empresa Norte Energia no final da tarde desta quarta-feira (9) para desocupar a área.

O acordo foi feito durante uma reunião realizada nesta quarta (9), entre a empresa e os índios. O encontro durou cerca de duas horas, e segundo os índios, o acordo só foi possível porque a Norte Energia atendeu as principais reivindicações da tribo, dentre elas a compensação financeira pelo prejuízo causado à pesca e criação de peixes ornamentais. Os valores do acerto não foram divulgados.

Uma reunião foi marcada para a próxima quinta-feira (10), para formalizar o acordo discutido na tarde desta quarta (9). Além disso, nesta próxima reunião também serão definidos os prazos para que a empresa cumpra as ações acertadas com os indígenas.

Entenda o caso

Na última segunda-feira (7), cerca de 20 lideranças indígenas da tribo Juruna bloquearam o acesso ao sítio Pimental, um dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, que está sendo construída no rio Xingu. O bloqueio foi feito no local conhecido como Travessão 27, a aproximadamente 4km da portaria de acesso do canteiro de obras.

Com o protesto, operários do Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM) não puderam trabalhar no empreendimento.

Fonte: G1

 
Eu fico perplexa com uma notícia dessa.
Como se mede o prejuízo causado à pesca e criação de peixes ornamentais, como se chega a um valor em dinheiro??? Por quanto tempo essa compensação vai durar???
Trabalhei alguns anos na Causa Indígena, ainda trabalho, tive a oportunidade de trabalhar com Orlando Villas Boas por duas vezes, como posso entender isso???
Sempre lutei a favor dos Índios... invasões, demarcações, pobreza, falta de respeito, falta de ética, alcoolismo, saúde, exploração...enfim, vários fatores que eles sempre tiveram que enfrentar.
Apesar de ter mais convívio com os Xavante, Crenac, Mundurucu e Waurá, para mim todas as tribos merecem o meu respeito e a minha luta.
Não consigo entender a atitude dos Juruna, talvez possa ser ingenuidade minha ou talvez eles não tivessem outra saída.
Apesar disso não posso ficar calada vendo uma coisa dessa acontecer.
Gostaria de saber se a FUNAI e a FUNASA participaram "desse acordo", são Entidades que foram criadas para proteger os índios.
Existe uma grande polêmica na construção de Belo Monte e devagar vejo que a fauna e flora vão sendo cedidas e concedida, devagar a devastação vai tomando conta.
Tanto trabalho, sacrifício para o Parque do Xingu ser criado e preservado em outros tempos, agora querem rasgar toda essa preservação.
Que o trabalho dos indigenistas, antropólogos, médicos, jornalistas e pessoas boas não sejam em vão, que toda uma vida dedicada aos índios pelos Irmãos Villas Boas não tenha sido em vão.
Que o povo brasileiro se dê conta de que as áreas que ainda restam são Patrimônios Nacionais, que sejamos uma Nação que respeita a soberania e exerça a cidadania.
 
Renata Bucciarelli*
Jornalista
correspondente PORTAL MULHER - SP
 



Escrito por Renata Bucciarelli às 14h04
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Feiras Livres - Um patrimônio a ser guardado

 
 
Em plena era da tecnologia, muita gente pelo menos uma vez por semana tem o prazer de ir fazer compras em uma feira livre.
Entre o colorido das frutas, legumes e hortaliças, atualmente a feira teve uma queda de 50% em seu faturamento.
Os grandes mercados e a própria internet contribuem para isso, ou seja; existem pessoas que fazem esse tipo de compra pela internet e gostam de consumir principalmente dentro dos supermercados.
Outro empecilho é o horário. Antigamente as feiras funcionavam das 7hs às 15 hs. Hoje o funcionamento é até às 12hs, com quatro horas a menos para um faturamento melhor.
A feira é diversificada, existem também os biscoiteiros, peixeiros, bancas de carne e frango, pasteleiros, caldo de cana, floristas e paneleiros.
Em entrevista com Marcelo Antonio Pedroso, (40), paulistano, paneleiro e afiador, com uma banca de dois metros na esquina da R: Artur de Azevedo com a R: Antonio Bicudo, tivemos uma prévia sobre a baixa do faturamento da feira.
Segundo Marcelo, a renda por muitas vezes não é lucro, por exemplo: - A tampa de uma panela de pressão é mais complicada do que as outras, fazendo seis reparos ele cobra R$ 5,00. Uma afiação de faca custa R$ 1,00.
Mesmo sendo muito barato ele faz para conservar a freguesia e enfrentar a crise.
Ele ainda está pagando as prestações de seu caminhão, que é fundamental para o seu trabalho.
Perguntei a ele se valia a pena e em resposta fiquei sabendo que Marcelo cursa a faculdade de História, está no segundo semestre, pretende se formar e ser professor de História.
É lamentável que serviços assim estejam ameaçados de extinção, de feirante e paneleiro à professor de história - Não por opção, mas por necessidade.
Quem não quer guardar aquela panela que foi da avó, aquele bule do coração???
Serviços assim tendem a sumir sucumbidos pela globalização. As pessoas não conseguirem trabalhar por conta própria, migram para outras áreas, isso é uma questão de sobrevivência.
Se não abrirmos os olhos daqui a alguns anos as feiras estarão descaracterizadas.
Não se esqueçam da "Hora da Xepa", importantíssima, extinta pela prefeitura, fundamental porque alimenta as pessoas de baixa renda, asilos, creches e entidades carentes.
Precisamos resgatar isso para continuar esse serviço de utilidade para essas pessoas, elas dependem disso.
A Feira Livre é um Patrimonio Cultural do Brasil, lutemos para conserva-la.
 
 
 
 
 
Renata Bucciarelli*
Jornalista Portal Mulher
correspondente SP
MTB - 37.117



Márcia Mendonça
Administradora do Portal Mulher
Produtora da Radio Mulher Web
www.portalmulher.net

marciaprodutora@hotmail.com;marcia@portalmulher.net
Administradora Pública (UFBA)
Radialista - Sindicato dos Radialistas  de Feira de Santana|Ba
DRT: 5886
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Escrito por Renata Bucciarelli às 13h16
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